26.04.07
Reflexão da noite
A relatividade da vida é algo assombroso. A diversidade de emoções por que passamos no decorrer cada dia, cada noite, é imensa. A estupidez das nossas idéias muitas vezes quebra nossa razão, nos levando a lugares desconhecidos que nos deixam com medo e receio. A sinceridade de nossas mentiras acaba nos enganando, nos confrontamos com os nossos sonhos e frustrações dia após dia. A mediocridade das nossas vidas reflete a mesquinhez de nossas atitudes, o nosso egoísmo é uma ferramenta que nos destrói aos poucos, e a inveja nos corrompe a ponto de dirigirmos nossas vidas a caminhos perdidos. A incapacidade de nos rebelarmos mantém aprisionados nossos desejos de algo novo, algo diferente do trivial. Então surge a comodidade, mostrando que dá para continuar da mesma forma, deixando tudo andar naturalmente sem a nossa influência. Os dias passam lentamente, a inércia parece imperar, e quem aparece dessa vez é a indignação. E o ciclo se renova, tudo se repete. As mesmas pessoas nos criticam, as mesmas nos abraçam, os que se dizem nossos amigos ainda nos procuram quando estamos com o bolso cheio e se afastam nos problemas, mas os verdadeiros estão sempre lá. E isso nos dá força em meio à louca confusão do dia-a-dia. A nossa vida ainda é uma estrada de perguntas sem respostas, mas há algumas pessoas nas calçadas com quem podemos contar.